Recife Sagrado


Durante a construção da nossa história, a figura da igreja sempre representou um importante centro sócio-político. Detentoras de um grande acervo histórico, cultural e religioso, as igrejas do Recife foram, por muitos anos, colocadas em segundo plano e esquecidas quanto a sua potencialidade turística.

 

Fruto de um planejamento minucioso, o projeto Recife Sagrado se fez concretizar no segundo semestre de 2014, tendo suas atividades iniciadas no dia 03 de Novembro, alcançando apenas no mês de novembro a marca de 3.876 atendimentos. Os números atuais alcançam de maneira geral 28.107 atendimentos, divididos entre visitantes brasileiros (23.577) e estrangeiros (4.530); Devido a um intenso processo de recuperação e restauro de diversas igrejas no Recife, optamos por limitar a 06 (seis) o número de igrejas contempladas pelo projeto Recife Sagrado, sendo elas: Igreja Madre de Deus, Capela Dourada da Ordem III de São Francisco, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Basílica de Nossa Senhora do Carmo, Igreja Santa Tereza D'Ávila e Basílica de Nossa Senhora da Penha.

 

O projeto Recife Sagrado surgiu com o objetivo de trazer de volta a importância dessas igrejas, fortalecendo sua imagem e fornecendo aos turistas e aos cidadãos recifenses a oportunidade de conhecer um pouco melhor a história de algumas dessas preciosidades. A priori, o projeto conta com 23 monitores graduandos em áreas específicas tais como turismo, história, e museologia, divididos em turnos de manhã e tarde. Previamente treinados e providos de conhecimentos específicos de suas graduações, os monitores apresentam as igrejas para a população sob uma ótica diferenciada, fazendo com que o turista se sinta imerso na história dessas igrejas e não queira apenas apreciá-la visualmente, mas também através de seus significados.

 

Foi à sombra desses templos e em função deles que a cidade cresceu. As primeiras ruas, casarios, praças e pátios que começaram a formar a malha urbana da maior metrópole nordestina tiveram como referência fundamental as igrejas.

 

A princípio, eram construções simples. No século XVI, ainda como núcleo de pescadores, a freguesia de São Frei Pedro Gonçalves (ou povoado dos arrecifes) tinha uma única e modesta capela, que anos depois viraria a Matriz do Corpo Santo. Mas depois da expulsão dos holandeses, a euforia do povo em honra, louvação e agradecimento à restauração de suas terras fez eclodir a tendência das igrejas artisticamente elaboradas.